Tempo de máscaras

Tempo de máscaras
Foi o sapateiro português José Nogueira Azevedo Paredes que deu origem ao carnaval no Brasil. Ao som de bumbos, zabumbas e tambores, Zé Pereira colocou o bloco na rua e abriu alas para uma multidão que vive em clima de fantasia por quatro intensos dias. Mas a festa de Momo está longe de representar apenas risos e festa. O imperativo social para pular de alegria durante o carnaval nem sempre encontra eco dentro de nós e nas nossas emoções.

“Ô jardineira por que estás tão triste?”. “Tristeza, por favor vá embora”…. “Arlequim está chorando pelo amor da colombina, no meio da multidão”…. estes são apenas alguns exemplos de músicas que extravasam a dor mesmo quando tudo parece festa. Se o período é de inocência e de brincadeira para uns, com a colocação de máscaras, ainda que passageiras, para outros o momento é justamente de tirar as máscaras. Mostrar  exatamente aquilo que se é no íntimo, sem se importar com as quase sempre rotineiras cobranças sociais.

Nobre ou plebeu, homem ou mulher, herói ou bandido…. Vale tudo nesta festa popular. Vale, inclusive, ficar alheio, incomodado ou até indiferente com tamanha algazarra que toma conta das ruas nos quatro dias de folia. Para quem não se identifica com a brincadeira, não há fantasia ou máscara que dê conta. Neste momento, o caminho é acolher, com autenticidade, os próprios sentimentos, deixando que as emoções abram alas dentro de nós, antes que tudo vire cinzas na quarta-feira.

Leila
CVV Brasília
* Precisando conversar o CVV esta disponível, acesse www.cvv.org.br

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