Desemprego e Suicídio

Desemprego e Suicídio

Um levantamento feito pelos Samaritanos mostra que a cada seis chamados telefô­nicos na entidade irlandesa, pelo menos um trata de questões financeiras. O número é do ano passado, mas revela uma preocupação antiga. A correlação entre crise econômica e suicídio tem sido discutida desde os estudos inaugurais do sociólogo fran­cês Émile Durkheim. E embora o CVV não faça estatísticas do gênero, é cada vez mais comum esse tipo de ligação, principalmente em época de aumen­to do desemprego e da recessão.

O número de trabalhado­res fora do mercado sem qualquer ocupação chegou a 13,7% no primeiro trimestre deste ano. É a maior taxa da série histórica do IBGE, que começou em 2012: são mais de 14 milhões de brasileiros desempre­gados. Em 3 anos, número de desempregados mais que dobrou no país. Um Relatório sobre empregabilidade divulgado pela Organização Mundial do Tra­balho (OIT) indicava que, neste ano, um em cada cinco novos desem­pregados do mundo estaria no Brasil.

É um efeito cascata. A angústia emo­cional ligada à recessão e a falta de esperança são apontadas como ape­nas parte do problema, que envolve autodestruição, tentativas e ideações suicidas. Após análise de dados da Organização Mundial da Saúde, pes­quisadores da Universidade de Zu­rique chegaram à conclusão que de 233 mil mortes verificadas entre 2000 e 2011 em 63 países, 45 mil estavam relacionadas ao desemprego, o que equivale a 20%. Também é conheci­da a correlação entre desemprego e depressão. Uma pesquisa do Ins­tituto de Psiquiatria da Universida­de de São Paulo já provou que 80% das pessoas que acumulam débitos sofrem de depressão e ansiedade.

Esse impacto é ainda maior nos três primeiros meses da mudança de situ­ação financeira, conforme destacado na cartilha “Suicídio: Informando para prevenir”, produzida pela Associação Brasileira de Psiquiatria. Ao apontar o desemprego entre os fatores de risco do campo social, a publicação chama atenção para o fato que de­sempregados com problemas finan­ceiros e trabalhadores não qualifica­dos podem estar no grupo de risco.

Leila – CVV Brasilia

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