Amigos muito além da estimação

Data20/02/2018 CategoriaComportamento

É cada vez mais comum vermos animais acompanhando humanos em lugares públicos que menos esperávamos. São os chamados animais de assistência. Treinados individualmente para ajudar a realizar tarefas, eles permitem aumentar a autonomia e a funcionalidade de pessoas com algum tipo de problema emocional ou deficiência física.

Algumas pessoas necessitam da ajuda dos animais para viver melhor, pois nem todos os ambientes sociais estão totalmente adaptados. Existem alguns aspectos já determinados em lei sobre estes animais, cães em sua maioria. Isto acontece porque precisam estar preparados para a atividade, que muitas vezes requerem tamanho e resistência. Os cães-guia, por exemplo, ajudam pessoas com deficiência ou incapacidade visual; os cães-ouvintes colaboram com aqueles com deficiência ou incapacidade auditiva; os animais de alerta contribuem para detectar crises de hipoglicemia ou de epilepsia; já os cães de serviço são úteis em situações de deficiência orgânica ou motora, buscando objetos, abrindo portas, entre outras tarefas, para essas pessoas.

A raça mais utilizada de cão para essas finalidades é o labrador retriever, que são selecionados muito cuidadosamente, desde o nascimento, para haver maior probabilidade genética de ter um animal psicologicamente disponível para aprender a ajudar pessoas de maneira muito específica. Outros traços emocionais que se procuram nestes cães são a estabilidade, a capacidade de aprendizagem e de concentração. A proposta é evitar que, inesperadamente, o cão saia correndo para brincar.

Qualquer cão, no entanto, pode ser incluído em uma categoria muito especial de animais de assistência. São os chamados de ESAN: Animais de Assistência Emocional. Pela presença, convivência e jeito de ser, possuem ações consideradas terapêuticas que podem contribuir na cura e no tratamento de doenças psicológicas e psiquiátricas. Dão apoio às pessoas com estes problemas e podem ajudar na independência delas.

O principal benefício destes animais é a presença, a atenção e o carinho. Eles não necessitam de um treino específico: o aprendizado básico de obediência é o suficiente para que possam conviver com outras pessoas e animais de forma saudável. São animais que trazem conforto e apoio aos donos, contribuindo assim para o tratamento das doenças. Podem ser de qualquer espécie, tais como cães, gatos, cavalos, aves, peixes e tartarugas.

Ao contrário dos animais de assistência legalizados, os ESAN não têm qualquer vantagem legal. Na maioria dos países são tratados como quaisquer outros animais de assistência. No entanto, muitos hotéis, pousadas e companhias aéreas, em várias partes do mundo, permitem que acompanhem os tutores em viagens, seja em cabines ou mesmo em quartos, o que é muito vantajoso para ambos.

Para um animal ser aprovado como ESAN, é necessário comprovante médico, garantindo que realmente contribuem para casos como depressão, ansiedade, doença mental ou emocional. Está clinicamente provado que tocar num animal acalma as pessoas, reduzindo a frequência cardíaca. Assim, sintomas de ansiedade ou pânico podem ser imediatamente reduzidos apenas pelo toque e proximidade. Além disso, eles são excelentes ouvintes. Não dão qualquer tipo de conselho, normalmente são imparciais e atenciosos com quem está sendo cuidadoso com eles.

Fazer atividades com os animais também ajuda a ter uma outra visão dos problemas. Contribui para clarear as ideias e manter a mente limpa e sã, colaborando como distração para pensamentos destrutivos. Enquanto passeamos com o nosso cão ou brincamos com o nosso gato, a mente se afasta dos pensamentos negativos, ajudando na recuperação da disposição.

Eles podem também reduzir a sensação de solidão e ajudar a conhecer novas pessoas em passeios por exemplo.  Podem, ainda, alertar outras pessoas durante uma crise emocional. Vendo que o tutor está prestes a ter um ataque de pânico, podem avisar amigos ou familiares, contribuindo para a ajuda. Mesmo que não se perceba, a simples presença do animal pode evitar a tristeza e o desespero para alguns.

Adriana – CVV Araraquara-SP

***Precisando conversar acesse www.cvv.org.br/23

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