Aceitar as diferenças é nosso dever

Data07/02/2017 CategoriaCompreensão

Todos os seres tem uma necessidade de se comunicar de alguma forma. Os cachorros latem, os gatos miam, os cavalos relincham, as pessoas falam… Mas nem todos tem esta oportunidade que parece tão simples de existir

Diferente das galinhas, que cacarejam quase sempre do mesmo jeito, pessoas se expressam de modos diversos. Porque são diferentes, tem vozes distintas, pontos de vista variados sobre a vida e seus acontecimentos. Dizem, pensam, sentem e fazem coisas de maneiras diferentes, únicas.

Por isso é que é muito difícil esperarmos que todos tenhamos as mesmas impressões e opiniões sobre um mesmo fato. Importante lembrarmos disto, que ninguém é obrigado a concordar com nada, pois nossas experiências são únicas, mas devemos respeitar que cada um tem sua forma de pensar.

Aliás, aceitar as divergências de pensamentos, gostos e desejos é um dever de cada um, pois indica respeito à uma história de vida, experiências e valores que não serão iguais aos nossos. A dificuldade que temos, no geral, é de entender que tolerar as diferenças não nos obriga a gostar delas, mas apenas que não temos o direito de tentar muda do outro.

Assim como vivemos buscando ser quem somos com nossos sonhos e desejos, gostos e dificuldades, as outra pessoas buscam o mesmo. Esquecemos que podemos deixar as outras pessoas serem quem elas são e que isto não precisa ter nenhum impacto direto na nossa vida.

Voltando aos animais, nenhuma espécie espera que a outra mude seu jeito de ser, todos podem conviver de forma harmônica na natureza.

Temos a grande possibilidade de escolher com quem conviver, casar, namorar, ser amigos. Porém, tentar mudar o outro, transformar as visões e atitudes arraigadas em seu jeito de ser ou corrigir à força o que achamos errado, além de ser desrespeitoso, é uma fonte de sofrimento para nós mesmos, pela ilusão criada de que temos este poder.

Ninguém é obrigado a pensar como eu. A sentir como eu sinto. A fazer o que eu faço. Se assim fosse, todos seriam eu. E não o outro.

Adriana
CVV Araraquara/SP

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