Seção: De olho na notícia
Artigo: Uma luz vermelha dá o sinal de alarme
Autor: Gustavo
Posto: Novo Hamburgo (RS)
924/27/10/2008
O Portal Terra anuncia preocupante notícia: diz que para autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS), a crise financeira global traz um novo temor: o aumento da ocorrência de suicídios, episódio que já começa a acontecer como se junto à desvalorização da bolsa, se intensificasse a depreciação do valor da vida. E tal fato tem os seus antecedentes assustadores, uma vez que a história registra que durante o colapso financeiro de 1929 houve inúmeros suicídios nos Estados Unidos.
"Uma mulher de Ohio, EUA, com 90 anos decidiu se matar quando foi notificada de que havia perdido sua casa, onde vivera por 38 anos. Um consultor financeiro foi encontrado morto com sua esposa, seus três filhos e a sogra, depois de ter perdido tudo o que tinha, até o emprego, consequência da crise na economia mundial. Numa carta, na qual prenunciava o suicídio e os cinco assassinatos, sinalizava como causa a incapacidade de superar com vida os efeitos do fracasso de seus negócios, para ele e para sua família", revela o texto do portal. "São consequências da crise, que multiplicarão os suicídios e os transtornos mentais", anuncia alarmada a diretora da OMS.
As autoridades da saúde pública têm acendido a luz vermelha pelo que pode acontecer com todas essas pessoas que usufruíram nos paraísos de consumo em que foram convertidos os países desenvolvidos e de altas classes. Acostumados com as benesses que os créditos generosos colocavam ao alcance de suas mãos, as fáceis hipotecas e o dinheiro, hoje elas não conseguem resolver o conflito emocional que traz a redução de seu padrão de consumo. Entretanto, o efeito dominó também se fará sentir nos países emergentes e subdesenvolvidos na mais profunda expressão do termo. Esta é uma consequência, nem tanto favorável, da globalização.
Diante desta quebra do valor da vida - que não tem ações em Bolsa, mas explica o que ali se joga - a OMS e todos os que velam pela saúde humana enfrentam a necessidade de um plano, uma alternativa ao desespero dos novos pobres: pôr ao seu alcance motivações para viverem e que não seja o dinheiro, mas valores de sobrevivência em meio à crise que lhes possam dar um pouco de esperança.
O CVV continua sempre com a sua disponibilidade para ouvir o desabafo e apoiar emocionalmente as pessoas que o procuram, seja nas dificuldades financeiras ou quaisquer outras, valorizando a vida para prevenir o suicídio.
Gustavo / Novo Hamburgo (RS)