Perspectivas assustadoras rondam a problemática do suicídio

Seção: Painel livre
Artigo: Perspectivas assustadoras rondam a problemática do suicídio
Autor: Zenaide
Posto: Volta Redonda (RJ)
1077/07/10/2009

Relembrando o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio – também lembrado por alguns postos CVV e Samaritanos com a realização de palestras e panfletagens –, ocorrido no dia 10 de setembro de 2009, o Portal de Notícias http://g1.globo.com, postou naquele dia alarmante notícia. Chamou a atenção dos leitores para o fato de que "o suicídio vai crescer assustadoramente nos próximos onze anos".

Esta é a conclusão da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP, na sigla em inglês). Sabe-se que cerca de um milhão de pessoas cometem suicídio todos os anos no mundo. De acordo com a OMS e a IASP o problema deve crescer 50% e atingir a marca de 1,5 milhão de casos em 2020.

Para essas entidades a educação sobre o tema é a melhor forma de prevenção. As famílias devem discutir o assunto com pessoas que apresentam fatores de risco.

Isso vem ao encontro do que preconiza o CVV que, no seu trabalho de prevenção do suicídio, sempre teve como parâmetro de sua atuação não "fugir" do tema quando percebe nas "entrelinhas" do que ouve da outra pessoa o desejo de dar cabo de sua vida. Quando o voluntário se dispõe a abordar o assunto sem rodeios ou eufemismos sabe que está dando oportunidade ao outro de desabafar livremente sobre o assunto e assim buscar saídas para a sua vida que não seja a morte voluntária.

Conforme o psiquiatra e professor do curso de atualização em Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Geraldo Possendoro, os grupos mais expostos são o dos pacientes psiquiátricos, como esquizofrênicos e depressivos. "Conversar sobre isso não vai fazer o indivíduo tentar o suicídio, pelo contrário pode fazer com que ele se abra e procure ajuda", afirma.

Fatores como a idade, estado civil e uso de drogas também contribuem para o aumento do risco. "Pessoas mais idosas, separadas e que fazem uso de drogas, como o álcool, cometem mais suicídios", explica o Dr. Possendoro.

Porém, de acordo com a OMS, a taxa de suicídios entre os jovens também é alarmante, vem subindo a ponto de essa população ser considerada como a de maior risco em um terço dos países.

Zenaide / Volta Redonda (RJ)

 

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